Antes de pedir um crédito pessoal, responda a estas 6 perguntas
Um crédito pessoal pode ser uma solução para financiar diferentes projetos ou fazer face a uma despesa imprevista. Uma formação, obras em casa, a compra de equipamentos ou a necessidade de reorganizar algumas despesas são apenas alguns exemplos. No entanto, antes de avançar, é importante perceber se esta é a opção mais adequada e qual o impacto que terá no orçamento.
Mais do que olhar apenas para o valor da prestação mensal, há várias questões que devem ser analisadas. Antes de tomar uma decisão, responda a estas seis perguntas.
1. Preciso mesmo de recorrer a crédito?
Esta deve ser a primeira pergunta. O objetivo é distinguir uma necessidade de uma compra que pode ser adiada ou suportada através de poupança.
Se a despesa não for urgente, poderá fazer sentido avaliar se é possível esperar alguns meses e constituir o montante necessário. Quando o recurso ao crédito é necessário, importa também definir exatamente quanto precisa de pedir. Quanto menor for o montante financiado, menor tenderá a ser o custo total associado ao empréstimo.
2. Quanto posso pagar por mês sem comprometer o orçamento?
Uma prestação pode parecer comportável quando analisada isoladamente. Mas deve ser considerada em conjunto com todas as restantes despesas e responsabilidades financeiras do agregado familiar.
Faça as contas aos rendimentos líquidos mensais e às despesas fixas, incluindo prestações de outros créditos. Considere também os encargos que variam ao longo do ano e mantenha alguma margem para imprevistos.
É igualmente importante conhecer a sua taxa de esforço, ou seja, o peso que as prestações de crédito representam no rendimento mensal. Uma nova prestação não deve colocar em causa despesas essenciais nem a capacidade de poupar.
3. Sei quanto vou pagar no total?
O valor que recebe não corresponde ao valor que irá devolver. Ao capital emprestado acrescem juros e outros encargos associados ao contrato.
Por isso, não compare propostas apenas pela prestação mensal. Analise indicadores como a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global), que permite comparar o custo de diferentes propostas, e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), que indica o montante global que terá de pagar ao longo do contrato.
Uma prestação mais baixa não significa necessariamente um crédito mais barato.
4. Qual é o prazo mais adequado?
Um prazo mais longo pode reduzir a prestação mensal, mas, regra geral, aumenta o montante total pago pelo crédito. Já um prazo mais curto implica uma prestação mensal superior, embora possa permitir reduzir o custo total do financiamento.
A escolha deve procurar um equilíbrio: uma prestação que seja confortável para o orçamento, sem prolongar desnecessariamente a dívida.
Antes de decidir, simule diferentes prazos e compare não apenas a prestação, mas também o montante total a pagar em cada cenário.
5. O meu orçamento suporta um imprevisto?
Uma decisão financeira deve considerar não apenas a situação atual, mas também aquilo que pode mudar. Uma despesa inesperada, uma redução temporária de rendimentos ou um aumento de outros encargos podem alterar rapidamente o equilíbrio do orçamento familiar.
Pergunte a si próprio: se surgir uma despesa inesperada no próximo mês, consigo continuar a pagar a prestação sem dificuldade?
Ter um fundo de emergência e alguma folga mensal ajuda a evitar que um contratempo obrigue a recorrer novamente a crédito para pagar outras despesas.
6. Comparei diferentes propostas?
As condições de um crédito pessoal podem variar entre instituições. Taxas, comissões, seguros, prazos e outros encargos podem fazer diferença no custo final.
Antes de contratar, compare várias soluções e leia atentamente a informação disponibilizada, nomeadamente a FIN – Ficha de Informação Normalizada, onde estão reunidas as principais características e condições do crédito.
Não se limite, por isso, à primeira proposta ou à prestação que parece mais baixa. Compare o custo global e certifique-se de que compreende todas as condições antes de assinar. Recorrer a crédito não deve ser uma decisão automática. Deve resultar de uma avaliação das necessidades, da capacidade financeira e das diferentes alternativas disponíveis.
Na Maxfinance, pode contar com acompanhamento na análise das diferentes soluções de financiamento, para tomar uma decisão mais informada e ajustada à sua realidade.