O que está a acontecer às taxas Euribor e como afeta as famílias

24.07.2026 Pessoa a usar calculadora e telemóvel para analisar valores da prestação do crédito habitação

Depois de um período de descidas que trouxe algum alívio às prestações do crédito habitação, as taxas Euribor voltaram a dar sinais de subida nas últimas semanas. Embora as variações sejam ainda moderadas, muitas famílias perguntam-se: será que as prestações vão voltar a aumentar?

Como em muitas outras situações, a resposta é: depende. E perceber como funciona a Euribor é o primeiro passo para tomar decisões mais informadas.

O que é a Euribor?

A Euribor é a taxa de referência utilizada na maioria dos contratos de crédito habitação com taxa variável em Portugal. É a taxa à qual os bancos da zona euro emprestam dinheiro entre si e serve de base para calcular os juros pagos pelos clientes.

Na prática, a taxa de juro do seu crédito resulta da soma de dois elementos:

Euribor + spread = taxa de juro do empréstimo

O spread é definido pelo banco quando o contrato é celebrado e mantém-se, regra geral, inalterado. Já a Euribor varia ao longo do tempo, refletindo a evolução da economia e da política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Porque é que a Euribor voltou a subir?

Nos últimos meses, o BCE adotou uma postura mais prudente perante o aumento das pressões inflacionistas, optando por interromper o ciclo de descidas das taxas diretoras e, mais recentemente, por efetuar um novo aumento. Como consequência, as taxas Euribor voltaram a registar ligeiras subidas, sobretudo nos prazos de 3 e 6 meses.

Apesar deste movimento, os valores continuam muito abaixo dos máximos registados em 2023 e 2024, quando muitas famílias sentiram aumentos muito significativos nas prestações do crédito habitação.

O que significa isto para quem tem crédito habitação?

O impacto depende essencialmente de três fatores:

  • O prazo da Euribor contratado (3, 6 ou 12 meses);
  • A data de revisão da prestação;
  • O capital que ainda falta pagar.

Quem tiver uma revisão da taxa nos próximos meses poderá verificar um ligeiro aumento da prestação mensal, mas esse aumento será, na maioria dos casos, bastante mais reduzido do que os registados durante o período de forte subida das taxas de juro.

E quem contratou uma taxa mista ou fixa? Nestes casos, durante o período inicial ou até ao final do contrato, a variação da Euribor não vai impactar as prestações.

Ainda é uma boa altura para comprar casa?

A evolução da Euribor é apenas um dos fatores que deve ser considerado.

Mais importante do que tentar prever se a taxa vai subir ou descer é garantir que o financiamento escolhido é sustentável para o orçamento familiar.

Antes de avançar, é aconselhável analisar:

  • A taxa de esforço da família;
  • O valor da prestação em diferentes cenários;
  • O tipo de taxa mais adequado (fixa, variável ou mista);
  • As condições oferecidas por diferentes bancos.

Uma decisão bem preparada pode traduzir-se em milhares de euros de poupança ao longo da vida do empréstimo.

O que podem fazer as famílias?

Mesmo quando as taxas sobem, existem formas de reduzir o impacto no orçamento.

Entre as soluções possíveis estão:

  • Comparar propostas de diferentes instituições bancárias;
  • Renegociar o spread ou outras condições do crédito;
  • Avaliar uma transferência de crédito habitação para outro banco, caso existam melhores condições;
  • Rever a estratégia de financiamento com apoio especializado.

Cada situação é diferente, pelo que uma análise personalizada continua a ser a melhor forma de identificar oportunidades de poupança.

O papel da Maxfinance

As oscilações da Euribor fazem parte do funcionamento normal da economia e irão continuar a acontecer ao longo dos próximos anos. O mais importante é que as famílias estejam informadas e tenham acesso às melhores soluções disponíveis em cada momento.

Na Maxfinance acompanhamos diariamente a evolução do mercado e analisamos propostas de vários bancos para encontrar a solução mais adequada ao perfil de cada cliente.

Porque quando se trata do crédito habitação, uma decisão bem informada pode fazer toda a diferença no orçamento familiar.

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